lia

Versão 2026-08-18

Política de Conteúdo Clínico e Uso Responsável

Esta Política integra os Termos de Uso e descreve, de forma direta, o que a Lia Plantão faz, o que ela não faz, e o que se espera de você ao usá-la.

Leia até o fim. É curto e é a parte que mais importa.

1. O que a Lia Plantão é

Uma ferramenta de apoio à decisão e organização de informação para médico habilitado em atividade.

Ela ajuda a:

  1. estruturar o raciocínio de um caso;
  2. organizar hipóteses diagnósticas a considerar;
  3. destacar sinais de gravidade que costumam passar batido;
  4. montar rascunho revisável de evolução, conduta, prescrição de apoio, alta e regulação;
  5. lembrar de parâmetros que dependem de peso, idade, função renal ou hepática.

2. O que a Lia Plantão NÃO é e NÃO faz

A Lia Plantão não:

  1. emite diagnóstico;
  2. emite prescrição — prescrever é ato médico privativo, e o que a Lia produz é rascunho;
  3. substitui o julgamento clínico, a avaliação presencial, o exame complementar indicado, o protocolo da sua instituição, a bula, a fonte oficial ou a regulação médica oficial (SAMU, Central de Regulação);
  4. atende paciente ou leigo — não é telemedicina, não é canal de orientação ao paciente;
  5. é prontuário eletrônico, nem substitui o prontuário da instituição;
  6. é fonte primária de diretriz. Ela pode apontar caminhos; a fonte oficial continua sendo a fonte.

A Lia Plantão não é software como dispositivo médico e não é oferecida como tal.

3. A decisão é sua

Toda saída da Lia Plantão é sugestão sujeita a conferência.

Você é o médico assistente. A responsabilidade clínica pela conduta adotada, pela prescrição emitida e pelo que vai ao prontuário é integralmente sua — a mesma que você já tem hoje, sem a ferramenta. A Lia não a divide, não a reduz e não a transfere.

Isso não é invenção deste documento. Diagnosticar, indicar conduta, prescrever, dar alta e assinar documento clínico são atos privativos do médico e de responsabilidade pessoal dele, por força da legislação do exercício profissional e das normas do Conselho Federal de Medicina — que atribuem ao médico a responsabilidade pelo procedimento que ele indicou ou do qual participou. Nenhuma ferramenta pode assumir esse dever no lugar dele, e esta não tenta.

3.1. Três regras que valem sempre

  1. A fonte oficial vence. Divergiu a Lia da bula, do protocolo da sua unidade, da diretriz ou do seu julgamento clínico? Prevalece a fonte oficial, e prevalece o seu julgamento. Nunca a Lia.
  2. Silêncio não é sinal verde. A Lia pode deixar de apontar uma gravidade, uma contraindicação, uma interação, um diferencial ou um ajuste. Nenhuma saída é exaustiva, e a omissão de um item não é afirmação de que ele não se aplica.
  3. Confiança não acumula. Ter acertado nas dez respostas anteriores não dispensa a conferência desta. Cada saída é nova e é conferida de novo.

4. Dever de conferência — antes de usar, confira

Antes de transportar qualquer saída da Lia para prontuário, receituário, orientação, alta, transferência ou regulação, confira em fonte oficial:

  • Dose, dose máxima, via e intervalo
  • Apresentação e concentração disponíveis na sua unidade (ampola, frasco, comprimido)
  • Alergia conhecida do paciente
  • Contraindicações e interações
  • Ajuste por peso, idade, função renal e função hepática
  • Gestação e lactação, quando aplicável
  • Protocolo institucional da sua unidade, que prevalece
  • Coerência com o quadro clínico real que você examinou

Regra prática: se a Lia afirmou algo que você não conferiria vindo de um colega que nunca viu o paciente, não use antes de conferir.

5. Populações em que o cuidado é redobrado

Neonato e lactente, criança, gestante e puérpera, idoso com polifarmácia, paciente com disfunção renal ou hepática, e todo quadro tempo-dependente (sepse, SCA, AVC, anafilaxia, insuficiência respiratória, trauma grave, rebaixamento de consciência).

Nesses cenários, o intervalo entre a sugestão e a conferência precisa ser zero.

6. Proibido inserir dado identificável de paciente

Esta é uma obrigação, não uma recomendação.

Não insira — em texto, imagem, áudio ou anexo:

  • nome, iniciais ou apelido do paciente;
  • CPF, RG, CNS, número de prontuário, número de guia ou de exame;
  • telefone, e-mail, endereço;
  • data de nascimento completa (use apenas a idade);
  • foto, documento, etiqueta de exame, pulseira, tela de sistema ou laudo com cabeçalho identificável;
  • qualquer combinação de dados raros o bastante para identificar a pessoa.

Descreva o caso desidentificado. Exemplo do que basta: "homem, 62 anos, HAS e DM2, dor torácica há 2 h, PA 90x60, FC 118".

Antes de enviar imagem, cubra a faixa de identificação. A ferramenta não precisa dela para funcionar.

Se você inserir dado identificável, você o fez fora do uso previsto e assume as consequências disso perante a LGPD e o sigilo profissional. Ver Política de Privacidade.

7. Uso proibido da ferramenta

Não use a Lia Plantão para:

  1. atender paciente ou leigo diretamente, sob qualquer forma;
  2. gerar documento médico que você não vai revisar;
  3. produzir conteúdo assinado por você sem leitura integral;
  4. treinar ou avaliar terceiros como se a saída fosse fonte oficial;
  5. contornar limites de uso, automatizar chamadas em massa, raspar respostas ou revender acesso;
  6. tentar extrair, reproduzir ou reconstruir os prompts, regras internas ou base clínica da ferramenta.

8. Reporte de resposta perigosa

Se uma resposta parecer clinicamente perigosa, incompleta ou enganosa, reporte pelo botão do chat, sem incluir dado identificável. O reporte alimenta a revisão de segurança clínica e é o mecanismo mais eficaz de correção que existe hoje.

Em caso de suspeita de dano ao paciente, a comunicação também deve ser feita por privacidade@liaplantao.com, que é o canal direto da operadora para esse tipo de comunicação.

9. Limitações conhecidas

Sistemas de linguagem podem produzir informação incorreta com aparência de correta. Podem errar dose, inventar apresentação de medicamento, omitir contraindicação, misturar protocolos ou projetar dado que você não informou.

Esse comportamento é inerente à tecnologia. Ele não é eliminável por revisão, por teste ou por versão nova — e é por isso que está escrito aqui, em vez de escondido. A conferência do item 4 existe exatamente porque isso acontece: ela não é formalidade, é o que torna o uso seguro.

10. O que você assume ao usar

Ao usar a Lia Plantão você confirma, e continua confirmando a cada acesso, que:

  1. é médico habilitado, com inscrição ativa e não suspensa em Conselho Regional de Medicina;
  2. usa a ferramenta no exercício da sua profissão, sob sua responsabilidade;
  3. tem formação para avaliar criticamente o que lê aqui, reconhecer erro e recusar sugestão inadequada — é nessa condição que a ferramenta lhe é oferecida;
  4. confere em fonte oficial antes de qualquer uso clínico (item 4);
  5. não insere dado identificável de paciente (item 6).

Esses cinco pontos são condição de uso, não recomendação. Descumpri-los é usar a ferramenta fora do que os Termos de Uso preveem — com os efeitos previstos nos itens 11, 12 e 14 daquele documento.


Dúvidas sobre esta Política: privacidade@liaplantao.com.